MARCAPASSO
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MARCAPASSO

Postado em 17th Jan 2017 @ 9:48 AM

 

 


Introdução

Você agora é portador de um aparelho eletrônico muito especial, o marcapasso. Como você, milhões de pessoas em todo o mundo, desde 1960, sentem os benefícios deste tratamento.
Os batimentos do seu coração estão sendo agora auxiliados por estímulos artificiais, produzidos pelo marcapasso. Isto lhe traz muita segurança e assim você pode levar vida normal, sem medo.
Afinal, pessoas com marcapasso são encontradas em todas as ocupações: trabalhando na lavoura, nas fábricas, nos escritórios, nas salas de aula, nas tarefas de casa, praticando esportes, etc.

Como funciona o coração normal

O coração normal trabalha sem parar e você nem percebe.
O trabalho do coração é o de bombear sangue para chegar a todas as partes do corpo, através dos batimentos cardíacos. Cada batimento normal bombeia uma quantidade de sangue que varia de pessoa para pessoa. Por isso cada um tem um número de batimentos diferente, que varia conforme as necessidades.
Por exemplo, quando realizamos esforços ou levamos um susto o número de batimentos cardíacos aumenta e quando dormimos diminuem.
Em condições normais, o número de batimentos cardíacos é determinado por um marcapasso natural (o nódulo sinusal), que em atividades cotidianas varia entre 60 e 100 batimentos por minuto.

Como funciona o coração que precisa de marcapasso?

O coração pode, em determinadas situações, (Doença do nó sinusal, Bloqueio Atrioventricular, Hipersensibilidade do Seio Carotídeo ou outras), perder a capacidade de gerar um número adequado de batimentos cardíacos, transformando-se em um "coração lento", por curtos períodos ou constantemente. Estas situações podem provocar tonturas, cansaço fácil, palpitações, desmaios ou, às vezes, nada provocar. Cabe ao médico dar valor a estes sintomas e indicar a necessidade do implante de marcapasso.

Para que serve o marcapasso?

O marcapasso artificial é um aparelho que substitui o marcapasso natural, quando este apresenta defeito. Ele permite, portanto, que o coração volte a contar com um número de batimentos eficientes, e com isso pode proporcionar o desaparecimento dos sintomas.

O que é e como funciona o marcapasso?

De um modo geral, o marcapasso é um aparelho eletrônico composto de duas partes:
1. caixa do marcapasso (gerador) que produz estímulos elétricos
2. fio de comunicação (cabo-eletrodo), que leva estes estímulos ao coração para garantir os batimentos cardíacos.
Existem diversos tipos de marcapasso. Alguns utilizam um único cabo-eletrodo e produzem sempre o mesmo número de batimentos cardíacos (freqüência fixa); outros podem proporcionar variação dos batimentos cardíacos conforme as necessidades. Para isso, às vezes, são necessários dois cabos-eletrodos.

Onde fica o marcapasso?

O gerador fica localizado embaixo da pele, geralmente no peito, próximo ao ombro. Menos freqüentemente, ele pode estar localizado em outras regiões do corpo (barriga ou abaixo da mama).
O cabo-eletrodo, que sai do gerador, pode chegar ao coração por uma grande veia e ser fixado na sua parede interna (endocárdico). Também pode ser levado por debaixo da pele e ser fixado no lado externo do coração (epicárdico).
Esta fixação pode ocorrer na cavidade superior (átrio direito - marcapasso atrial), na cavidade inferior (ventrículo - marcapasso ventricular) ou em ambas (átrio e ventrículo - marcapasso átrio-ventricular).

Como é a operação de colocação do marcapasso?

A operação de colocação do marcapasso (implante) é bem mais simples do que as outras cirurgias cardíacas. As crianças são sempre operadas sob anestesia geral. Os adultos, na maioria das vezes, são operados sob anestesia local, podendo ou não permanecer acordados. O paciente permanece em média, 90 minutos na sala operatória e ao final pode voltar diretamente para seu quarto.

O que acontece após a operação?

A internação dura de 1 a 3 dias. Você deverá seguir à risca as orientações médicas e da enfermagem com relação à atividade física, medicamentos e a data de retorno à Clínica de Marcapasso.

Como será depois da alta hospitalar?

  • Quanto aos cuidados com a ferida operatória, mantenha sempre o local limpo e seco, para isso use apenas água e sabonete.
  • Evite dormir do lado em que foi implantado o marcapasso nos primeiros dez dias.
  • Noventa dias (3 meses) após a cirurgia, você poderá realizar qualquer atividade, sem restrições.
  • Até completar um mês após o implante, você não deve realizar movimentos fortes usando o braço do lado onde está o marcapasso.
  • Você pode escovar os dentes, pegar coisas leves, usar talheres nas refeições e realizar outras atividades correspondentes.
  • Se for necessário erguer o braço para, por exemplo, lavar ou pentear os cabelos, procure fazê-lo sem realizar movimentos rápidos.
  • Você pode ainda, caminhar qualquer distância, mas procure fazê-lo em ritmo lento para não forçar o movimento dos braços.
  • Durante este primeiro mês, você não deve dar pulos, viajar de carro em estrada de terra, dirigir automóvel, guiar motocicletas, carregar, suspender ou empurrar pesos.
  • Nos próximos 60 dias (2 meses) você pode, aos poucos, liberar-se para atividades mais fortes (pode começar a dirigir automóvel, realizar caminhadas mais rápidas e carregar algum peso).
  • Você só deve realizar atividades físicas como natação, jogo de tênis, vôlei, futebol e outras, após completar 90 dias.
Retorno ao trabalho:
  • Se você for trabalhador braçal (pedreiro, doméstica, carpinteiro, lavrador, etc.) não deve retornar ao trabalho antes de 90 dias (3 meses).
  • Se você não for um trabalhador braçal, provavelmente o retorno ao trabalho deverá ser mais rápido. Converse com o médico a esse respeito.

Que cuidados se deve ter com o marcapasso?

1º) Carregar sempre a carteira (cartão) do portador de marcapasso que é fornecida pelo hospital. Em caso de atendimento médico de emergência ela será muito importante.
2º) Evitar traumatismos sobre a caixa do gerador, como esportes violentos, agressões físicas, etc.
3º) Cuidados especiais devem ser tomados nos seguintes ambientes:
A - Em casa:
  • Você pode utilizar qualquer aparelho eletrodoméstico, como: enceradeira, aspirador de pó, forno elétrico, TV, rádio, chuveiro elétrico, cafeteira, exaustor, torneira elétrica, geladeira, batedeira, ferro elétrico, toca discos, etc.
  • Caso você sinta algum mal estar durante a utilização de qualquer aparelho, afaste-se dele e os sintomas desaparecem imediatamente.
  • Estas interferências, quando ocorrem, alteram transitoriamente o funcionamento do marcapasso, que volta ao normal assim que você se afastar do aparelho que está causando a interferência.
  • Você deve evitar levar um choque elétrico, não mexendo em fio descascado e ligando os aparelhos na tomada com muito cuidado.
  • O aterramento adequado das instalações e a correta manutenção e utilização dos aparelhos elétricos, são princípios gerais que devem ser adotados em sua casa.
Ambiente doméstico
Apesar da grande diversidade de equipamentos presentes no ambiente domiciliar, o potencial de interferências dos mesmos é muito pequeno. Essas interferências, na sua maioria de natureza eletromagnética, além de ocorrerem raramente, são na grande maioria das vezes, incapazes de causar problemas clínicos relevantes.
O aterramento adequado das instalações e a correta manutenção e utilização dos aparelhos elétricos, são princípios gerais que devem ser adotados pelo portador de marcapasso em seu domicílio a fim de EVITAR POSSÍVEIS INTERFERÊNCIAS.
  • Eletrodomésticos:
Em condições normais de funcionamento e adequado aterramento da rede domiciliar, a grande maioria dos aparelhos eletrodomésticos não geram interferência nos marcapassos. Entretanto deve ser evitado o contato direto da região do corpo onde está o gerador com o aparelho em funcionamento. São exemplos: rádios e televisores, tomadas e interruptores elétricos, telefones comuns e sem fio, portões eletrônicos, controles-remotos, chuveiros, máquinas de lavar, geladeiras, secadoras, batedeiras, liquidificadores, ferros-elétricos, exaustores, fornos, computadores, ar condicionado, lâmpadas fluorescentes, aquecedores, enceradeiras, torneiras elétricas e brinquedos eletrônicos.
  • Fornos de microondas:
Os fornos de microondas eram antigamente questionados como causadores de interferências à custa de "fuga de energia" por ineficiente vedação do sistema. Os avanços tecnológicos dos marcapassos e a blindagem atual dos fornos de microondas tornam essa possibilidade de interferência bastante remota. Nessa situação a possibilidade de interferência pode ser evitada mantendo-se o paciente afastado dois metros do microondas quando em funcionamento.
  • Colchão Magnético:
O uso do colchão magnético está contra-indicado para o paciente portador de marcapasso, devido à possibilidade de reversão para o modo assincrônico de estimulação, mudando sua freqüência para a magnética, quando o imã entrar em contato com o gerador.
  • Aparelhos Sonoros dotados de Imãs Potentes:
Todo manuseio de aparelhos com imãs potentes exigem cuidados. Aparelhos sonoros como alto-falantes dotados de imãs potentes, podem causar problemas se estiverem em contato direto com a loja do gerador.
  • Choques Elétricos:
Os choques elétricos, que podem estar presentes em todas as situações domiciliares, igualmente são minimizados pelas condições de aterramento e manutenção adequada da instalação e equipamentos. Geralmente são da ordem de 110 a 220 Volts e podem interferir de duas formas nos sistemas de estimulação:
a) interferência direta no gerador, podendo momentaneamente inibi-lo, deflagrá-lo, revertê-lo em modo assíncrono ou, até mesmo, alterar seu circuito de sensibilidade;
b) através da passagem da corrente elétrica pelo cabo-eletrodo pode ocorrer alteração da interface cabo-eletrodo-coração (mudança do limiar de comando e/ou sensibilidade).
  • Aparelhos que produzem vibração:
Vibrações causadas por aparelhos eletrodomésticos como barbeadores elétricos, escovas dentais elétricas, aparadores de grama, perfuradores elétricos e vibradores para massagem, podem influir no circuito de sensibilidade dos marcapassos dotados de sensores para movimento, como nos acelerômetros e principalmente nos cristais piezelétricos. Nessas condições o movimento vibratório pode provocar uma taquicardia inapropriada.
  • Esteiras ou Bicicletas Ergométricas:
Estes aparelhos não interferem com o marcapasso.
A - Em trânsito:
Os marcapassos podem sofrer interferências no seu funcionamento durante diversas atividades sociais e cotidianas de seus portadores. Essas interferências, na maioria sem importância, podem ser evitadas com medidas simples propiciando vida normal, sem maiores limitações.
Ambiente social
Os portadores de marcapasso cardíacos estão sujeitos às interferências no funcionamento de seus sistemas de estimulação cardíaca, em diversas situações de suas atividades sociais e cotidianas. Essas interferências, na maioria sem significado clínico, podem ser evitadas com medidas e/ou precauções simples, propiciando uma vida normal sem maiores limitações.
  • Detectores de metais em aeroportos e em portas de bancos e dispositivo anti-furtos de lojas:
Estes dispositivos são passíveis de causar interferências em marcapassos tanto unipolares como bipolares, podendo inibir, deflagrar, reverter ao modo assíncrono e até mesmo modificar a programação dos marcapassos. Recomenda-se aos portadores de marcapassos que não se exponham a estes tipos de equipamento.
  • Transformadores e linhas de Alta Tensão:
Podem determinar inibições ou deflagrações nos marcapassos, sendo recomendado aos pacientes não transitarem próximo destes locais.
  • Escada Rolante, Elevadores, Portas Automáticas e Rádio de Freqüência Privada:
Não existem evidências de interferências nos marcapassos.
  • Transportes Coletivos:
Não existem evidências de interferências nos marcapassos de pacientes que utilizam transportes coletivos, sendo, portanto liberados. Entretanto as cabines de comando de aviõesdevem ser evitadas.
  • Transportes Coletivos:
Não existem evidências de interferências nos marcapassos de pacientes que utilizam transportes coletivos, sendo, portanto liberados. Entretanto as cabines de comando de aviões devem ser evitadas.
  • Telefonia Celular:
O sistema digital, dependendo da proximidade do aparelho ao marcapasso, pode determinar interferências mais significativas, havendo relatos até mesmo de mudança da programação. Independente da tecnologia utilizada recomenda-se manter o aparelho, sempre que ligado, a uma distância superior a 15 cm do marcapasso e seu uso no ouvido contralateral além de não porta-lo próximo ao gerador (não mantê-lo nos bolsos de camisas e paletós, por exemplo).
  • Usuários de Automóvel:
Apesar de existirem relatos de interferências em marcapassos de pacientes que se aproximam do motor, os usuários (motorista e passageiros) não sofrem qualquer tipo de interferência, sendo, portanto este meio de transporte liberado.
  • Práticas de Esporte e Esforços físicos em Geral:
Qualquer esforço físico que requeira a participação da musculatura próxima do gerador de pulso pode causar interferências do tipo inibição, deflagração e/ou reversão assincrônica nos marcapassos unipolares, devido à ação dos potenciais elétricos dos músculos esqueléticos, sendo que os marcapassos bipolares são menos suscetíveis a este tipo de interferência. Não existe maiores limitações para a prática de esportes.
  • Atividades Sexuais:
Não existe qualquer tipo de interferência nos marcapassos durante a atividade sexual desde que não ocorra, nos casos de marcapassos unipolares, esforço físico na musculatura próxima ao gerador de pulso.
  • Parques de Diversão, Shopping Centers e Casas de Espetáculos:
Não existem evidências de interferência nos marcapassos nestes locais.
C - No trabalho:
No ambiente profissional de portadores de marcapassos, pode existir equipamentos que emitem sinais eletromagnéticos capazes de interferir no funcionamento do marcapasso e colocar em risco a vida do profissional que opera o equipamento, de outros profissionais que transitam pelo ambiente ou de clientes da empresa (exemplo: piloto de avião portador de marcapasso).
Interferências eletromagnéticas podem ocorrer, mais frequentemente nos seguintes ambientes de trabalho de:
  • Indústria mecânica e siderúrgica
  • Indústria eletro-eletrônica
  • Empresas de telecomunicações
  • Empresas de transportes
  • Indústria de transformação de madeira e plástico
  • Hospitais e outros serviços médicos e para-médicos
  • Prestadores de serviços

Quando se deve retornar ao hospital

Cerca de 10 dias após a cirurgia você deverá retornar ao hospital para retirada de pontos da cicatriz cirúrgica e/ou realizar a primeira avaliação do marcapasso. As avaliações posteriores, em geral, são programadas para 30 e 90 dias depois da cirurgia e depois a cada 4 ou 6 meses, conforme o caso.

O marcapasso pode falhar?

Os progressos da ciência tem produzido aparelhos cada vez mais perfeitos. O marcapasso é um aparelho eletrônico muito seguro, porém, pode falhar. Estas falhas podem ser corrigidas, na grande maioria das vezes, com o auxílio de aparelhos externos (programadores) que "regulam" o marcapasso (reprogramação). Raramente será necessária outra cirurgia para resolvê-los.

Como saber se há problemas com o marcapasso?

Existem duas maneiras de descobrir:
1º) Através da avaliação de rotina do marcapasso. Nesta o médico pode descobrir defeitos que você pode não perceber, e corrigi-los.
2º) Pela sua própria observação. O controle periódico dos batimentos cardíacos pode ser feito por você mesmo, através da verificação da pulsação. Variações importantes no ritmo e no número de batimentos programados pode significar defeito do marcapasso. Sintomas como tonturas, desmaios, vertigens e palpitações podem ocorrer e não estarem ligados a defeitos do marcapasso. Portanto, você deverá comunicar-se com o seu médico.

Quanto tempo dura o marcapasso?

Não se pode fazer previsão exata da duração de um marcapasso. A pilha, colocada dentro da "caixa do marcapasso" (gerador), tem prazo programado variável conforme o tipo de marcapasso (5, 6, 8 anos ou mais). Este prazo pode, entretanto, não ser atingido. Algumas pilhas podem apresentar desgaste anormal e com isso durar menos. Também pode ocorrer de durar mais tempo que o previsto. Lembre-se que durante as avaliações periódicas do marcapasso, o médico pode perceber se está ocorrendo desgaste anormal das pilhas ou quando possível, reprogramar a energia para aumentar a duração do marcapasso.

Quanto tempo dura o marcapasso?

Sempre que for constatado desgaste anormal, a pilha deve ser trocada (ela não pode ser recarregada). Para resolver o problema é feita a troca da caixa do marcapasso (não se pode trocar somente as pilhas). Em geral, a troca da caixa é realizada através de pequena cirurgia, bem mais simples que a do implante. Raramente o fio de comunicação necessita ser trocado. Assim o tempo de internação é mais curto. Em alguns casos o paciente recebe alta no mesmo dia.
Às vezes, entretanto, pode-se optar por colocar mais um fio de comunicação e mudar o tipo de marcapasso.
O mais importante é você ter consciência, que o marcapasso foi implantado para você retornar à sua vida normal.
Fonte: http://www.hospitaldocoracao-al.com.br/servicosHospitalares/marcapasso/portador_marcapasso/

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